O mundo quebrará seu coração de todas as formas. Isso é garantido. Não consigo nem explicar como, ou contar da loucura dentro de mim e de todas as pessoas.
Se O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook) está passando na TV, não consigo deixar de ver. Tem sido assim desde a primeira vez que o vi no cinema há alguns anos, numa sessão de pré-estreia.

Eu senti o mesmo em As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Walflower). O livro é muito bom, mas o filme consegue ser algo mais com sua extrema delicadeza diante de um tema difícil - e Stephen Chbosky escreveu tanto o livro quanto o roteiro. Ele contou a mesma história de duas formas diferentes, sendo que o filme consegue ser mais poético, enquanto o livro narra de forma mais pesada.
A princípio, pode parecer que uma abordagem mais leve de um assunto tão complicado poderia tirar um pouco da sua seriedade e intensidade. Não senti assim em nenhum dos dois filmes, pelo contrário. E para provar como os filmes foram mais marcantes para mim, posso lembrar cada detalhe deles, mas pouquíssimo dos livros.
Há algo no filme de David O. Russel que sempre chama minha atenção: como as chamadas pessoas normais parecem mais insanas que os personagens apontados como loucos. O melhor amigo de Pat é um exemplo. Ele é tão perturbado, sua vida é uma bagunça em sua falsa calma, ele está tão preso na loucura aparentemente normal do seu casamento, trabalho e recente paternidade, que eu não sei como ele não está numa instituição mental.
Hoje, não consegui desligar a TV antes do fim desse filme incrível, então eu o vi completamente de novo. e eu provavelmente farei o mesmo num futuro próximo.
Esta cena me faz chorar toda vez...
e o capítuloda montagem é um dos meus preferidos no livro.
O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook). Dirigido e escrito
por David O. Russel, a partir do livro de Matthew Quick. Com:
Jennifer Lawrence, Bradley Cooper, Jacki Weaver. EUA, 2012,
por David O. Russel, a partir do livro de Matthew Quick. Com:
Jennifer Lawrence, Bradley Cooper, Jacki Weaver. EUA, 2012,
122 min., Datasat/Dolby Digital, Color (Cable TV).

Lembro da primeira vez que a vi num filme de François Truffaut (que eu amo de paixão), A Mulher do Lado (La Femme D'á Côté). O início é uma comédia, que acaba por evoluir para uma tragédia. Ele é cativante, amedrontador e muito belo. Teve tanto impacto em mim que eu consigo lembrar do local em que estava sentada e das pessoas ao meu redor, de toda a atmosfera no cinema naquele momento.
Muito diferente foi a reação a Os Belos Dias, que é de tal forma refrescante que se torna uma alegria. Assim é até as cenas finais, em que há uma mudança talvez pela pressão sobre o roteirista no sentido de concluir de modo edificante a história de uma mulher de 60 anos que tem um caso com um cara mais novo - um cachorro total, mas honesto e fofo ao menos. Tudo estava seguindo tão bem, eu cheguei a pensar como esse filme tinha sorte de ser francês e não americano, conseguindo assim evitar o excesso de sentimentalismo, quando por fim o roterista ficou totalmente confuso. E uma lição redentora acabou por surgir de um caso que não precisava ser nada além disso, e não seria menor por não oferecer uma redenção aos personagens.
Minha própria conclusão durante os créditos finais (depois da desnecessária última cena): este mundo está se tornando muito complicado para mim, mesmo no cinema.
http://onemovieadaywithamelie.blogspot.com/2015/06/day-eighty-nine-silver-linings-playbook.html
http://onemovieadaywithamelie.blogspot.com/2015/06/day-eighty-nine-silver-linings-playbook.html
Os Belos Dias (Les Beaux Jours). Dirigido e escrito por Marion Vernoux a partir do livro de Fanny Chesnel. Com: Fanny Ardant, Laurent Lafitte, Patrick Cheasnais. França, 2013, 94 min., Color (Net). |
PS: Poldark, Temporada 1, episódios 2 e 3.
PPS: Fato engraçado: depois de assistir a Silver Linings Playbook pela primeira vez, eu viciei um pouco em Raisin Bran por algum tempo :)
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