A parte da decepção se refere a como o filme de Jason Reitman é bastante tradicional em alguns aspectos - eu tive uma outra impressão quando vi o trailer no cinema. Mas, novamente, a responsabilidade aqui é toda minha: expectativas são realmente uma droga.
As boas surpresa vieram da delicadeza e melancolia do filme, apresentadas pelo ponto de vista de um garoto. Como um menino tenta assumir o lugar do pai ausente de forma a ajudar a mãe é o centro da história aqui, a meu ver, não o romance entre os dois protagonistas adultos, os sempre marcantes Kate Winstlet e Josh Brolin.
A história de Henry tem uma conclusão feliz por fim (esse não é um grande spoiler, eu prometo), mas nem sempre sua vida foi assim. Tentar se encaixar no figurino dos outros é algo que pode levar a uma vida bastante insatisfatória. Afinal de contas, você está, dessa forma, vivendo a história de outrem, não a sua. Mas Reitman tomou outro caminho, aquele que figura, por meio de bons personagens e uma bela fotografia, como algumas pessoas se tornam uma verdadeira inspiração, mesmo que assim não pareça de início.
Há alguns buracos realmente comprometedores no roteiro - como se alguns fatos fossem somente um meio para se alcançar o objetivo desejado na narrativa. Mas se você puder ignorar essa questão, a história se torna doce e um bom conto sobre crescer e se tornar adulto.
http://onemovieadaywithamelie.blogspot.com.br/2015/05/day-fifty-seven-labor-day-may-5.html
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PS: Acho que estou realmente ficando velha e chata, mas algo que me incomodou demais na primeira parte desse filme foi o cavanhaque perfeitamente aparado de Josh Brolin. Sim, eu sei... Mas era perfeito demais para um cara que estava preso e havia acabado de passar por uma cirurgia. Como eu disse, estou chata. mas a vida está nos detalhes, não é?
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