8 de jul de 2015

Dia 62: A Arte da Conquista (10 de maio)

Eu precisava de um filme mais simples neste dia em que não estava me sentindo muito bem. Eu procurei no Netflix e encontrei um que parecia se encaixar no que eu precisava.  

Felizmente, eu acabei conseguindo mais do que eu havia desejado com A Arte da Conquista (The Art of Getting By). Assim pude perceber já nas primeiras palavras do filme: "Eu li uma citação quando era pequeno: 'Vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Tudo o mais é somente uma ilusão'. Isso costumava me manter acordado à noite".  

George é um protagonista genial, na atuação de Freddie Highmore, o brilhante ator mirim da versão de 2005 para A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory) e do querido Em Busca da Terra do Nunca (Finding Neverland, 2004 - ambos com Johnny Depp, aliás). Ele havia sido também a única razão pela qual eu consegui chegar ao fim do cafona e ainda assim cativante O Som do Coração (August Rush, 2007). Suas expressões carregam tanta vulnerabilidade que os seus personagens se tornam bastante queridos e reais. 

Em A Arte da Conquista ele não está diferente - e vamos aqui falar sobre uma escalação inteligente de elenco, porque não tenho certeza se esse pequeno filme seria tão tocante com outro ator como George. Seu olhar depressivo para o mundo e as pessoas faz tanto sentido, e eu acho que isso se deve completamente a Highmore. Claro, a história é bem construída, mas o motivo pelo qual o filme consegue  ser algo mais se deve ao seu protagonista. Eu partilho muitas de suas visões e compreendo perfeitamente sua necessidade de se isolar. Ele me deu a impressão de que, ao manter-se silenciosamente afastado de tudo e todos, na verdade estava gritando bastante alto por aceitação e entendimento, assim como por um um sentido para a sua vida aparentemente sem propósito.  

http://onemovieadaywithamelie.blogspot.com.br/2015/05/day-sixty-two-art-of-getting-by-may-10.html

A Arte da Conquista (The Art of Getting By)Dirigido e escrito por Gavin 
Wiesen. Com: Freddie Highmore, Emma Roberts, Michael Angarano. EUA, 
2011, 83 min., Dolby, Color (Netflix).


PS: Netflix tem dado destaque para uma nova série, Grace and Frankie, 2015. Com Jane Fonda, Lily Tomlin, Martin Sheen e o sempre incrível Sam Waterston, eu não consegui resistir. O primeiro episódio é bom, e parece que a série se torna ainda melhor nos capítulos seguintes. Um elenco tão bom é uma alegria de ver (só espero que a série não se torne muito clichê, como foi a´ultima cena dessa primeira parte). Há uma curiosidade, conforme o imdb.com: Os quatro atores principais trabalharam com Aaron Sorkin em algum momento: Tomlin e Sheen estavam em um dos meus seriados favoritos, The West Wing, 1999; Jane Fonda e Warterston participaram do subestimado The Newsroom, 2012.

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