11 de jul de 2015

Dia 84: Terremoto: A Falha de San Andreas (1º de junho)

Eu absolutamente amo filmes de catástrofe. Desculpa, mas é verdade. Eu sempre gostei, eu acho. Mas apenas percebi quanto ao deixar o cinema bastante feliz após assistir a O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow), 2004. Eu fiz então uma viagem ao tempo para lembrar de filmes que haviam me deixado igualmente feliz. 

Assim, para assistir Terremoto: A Falha de San Andreas, escolhi um cinema com cadeiras que se movem (Dropbox, na rede Cinemark). Eu costumo evitá-las - o movimento tira minha atenção do filme, contrariamente ao que a maioria das pessoas pensa (claro que eu teria de ser do contra nesse sentido também). Eu prefiro ser puxada para dentro do filme de forma a me alienar de todos e tudo ao meu redor. A cadeira que move torna essa alienação impossível. 

Mas uma cadeira que mexe num filme de terremoto: Irresistível. E foi de fato incrível. Acontece que eu também sou fascinada por terremotos, mesmo com todo o meu pavor diante de um terremoto. Eu tenho algumas histórias assustadoras (mas não muito) a respeito. E eu estava tão hipnotizada pela ação no filme que o resto não importou muito: personagens estereotipados, o mesmo pai heróico de sempre tentando reparar seus erros, uma família mais forte que as catástrofes naturais...  Tudo isso está lai, mas faz parte do charme, a meu ver. E Dwayne Johnson não é um motivo pequeno para gostar do filme (com perdão do trocadilho - eu culpo minha sobrinha por me fazer gostar dele, não é minha culpa :). 

http://onemovieadaywithamelie.blogspot.com/2015/06/day-eight-four-san-andreas-june-1.html


Terremoto: A Falha de San Andreas (San Andreas)Dirigido por Brad Peyton. 
Com: Dwayne  Johnson, Alexandra Dadario, Carla Gugino. Roteiro: Carlston Cuse
a partir da história (que história?) de Andre Fabrizio e Jeremy Passmore. EUA/
Australia, 2015, 114 min., Dolby Digital/Datasat/Dolby Atmos, Color (Cinema).

PS: Eu estava na casa da minha irmã no Chile há alguns anos, tirando uma soneca antes de ir a uma conferência na universidade de lá. De repente, a cama começou a vibrar. Ainda adormecida, eu pedi que o cachorro parasse de balançar a cama. Para com isso, Jacy, eu disse. A criatura mais pacífica do universo levantou a cabeça e me olhou como se eu fosse doida, e naquele momento eu percebi como todo o quarto se movia, o espelho à minha frente sendo sacudido. Ok, não é o cachorro, eu pensei. Foi um tremor tão fraco que ninguém na casa o percebeu. Mas eu sim, como tantos outros que tive a chance de vivenciar em diferentes e inesperados lugares como a minha cidade, por exemplo, ou sozinha num albergue em Minas Gerais, no meio da noite. Para os chilenos, esse foi um dia comum, mas não para mim. 

PPS: Vi  no facebook alguns posts a respeito de como San Andreas é um filme divertido, mas com uma base científica errada - muitos erros ridículos, eles diziam. Não duvido. É interessante ver questões científicas bem desenvolvidas no cinema -  Interestellar2014, está aqui para provar isso, mas não sou exigente nesse sentido em filmes catástrofe, ou em nenhuma produção de ficção científica na verdade. A verdade se encontra em outros lugares, eu acho. Mas a controvérsia me lembrou algo. Eu estava na casa da minha mãe, há uns dez anos, assistindo a O Núcleo (The Core2003) na televisão da sala, quando minha sobrinha Mari decidiu ver o filme comigo. Como já havia começado, ela foi me perguntando do que se tratava. Meu resumo: o núcleo da terra parou de girar, então um grupo de cientistas precisa fazê-lo voltar a se movimentar para evitar o fim do mundo. Ok, ela disse, isso é impossível, totalmente mentira. Certo, eu disse, e comecei a explicar alguns detalhes da história até então. Algumas pessoas morreram subitamente, assim como os pombos. Isso é porque o campo eletromagnético foi afetado quando o núcleo parou, ele me disse. Exato!, eu respondi, eles falam isso no filme. Continuei: as pessoas se preocupam, e chamam um cientista para resolver o problema. Esse seria um geofísico, ela afirmou. Sim! Ele é, eu confirmei. E agora eles estão se dirigindo para o centro da terra. Ah, eles teriam de passar pelas placas tectônicas, novamente ela disse. Então, eles estão fazendo justamente isso, eu respondi, já suspeitando que aquilo não era tão impossível assim. Num momento eu resolvei olhar para ela e perguntar: como não é nada verdade se você adivinhou todos os procedimentos? Grande questão :)

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